quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Helena, com pouco mais de cinqüenta anos, decidiu que iria envelhecer. Os cabelos longos e tingidos de castanho escuro foram cortados na altura da nuca e nunca mais ela os pintou. Logo já se pôde ver que sua cabeça estava bastante grisalha. Aposentou as lentes de contato e passou a usar óculos nada modernos, a maquiagem também foi colocada de lado, as roupas tornaram-se discretas e senhoris. Na verdade eram poucas, visto que praticamente não saía mais de casa. Seu uniforme passou a ser robe e chinelos. Se afastou do seu círculo de amigos. Deixou de aceitar convites para reuniões, festas, cinema, teatro. Abandonou as caminhadas à beira-mar e escondeu-se do sol, tanto que perdeu seu bronzeado luminoso e sua pele foi ficando cada vez mais alva. Saía apenas para ir ao supermercado e rapidamente para levar Molly, sua cachorrinha, para fazer suas necessidades. Nessas poucas saídas, se algum homem a admirava, ela abaixava os olhos rapidamente, como se não tivesse mais o direito de parecer interessante para alguém. Em casa seu lugar preferido era a cadeira de balanço, onde ficava sentada horas a fio pensando no passado e derramando lágrimas ao perceber que ele não tinha mais como voltar. Ao seu lado estava sempre Molly, a única que ela permitiu que ainda continuasse fazendo parte de sua vida. Com o tempo, a solidão e a tristeza a levaram à depressão. Dores horríveis no peito, tremores, angústia, insônia, medo. Já não tinha vontade nem sequer de sair da cama quando o dia amanhecia. Ninguém mais a visitava, nem sequer telefonava. Ela mesma afastou todos de si. Com o tempo, nem suas janelas se abriam, tampouco suas cortinas. Molly passou a fazer suas necessidades dentro de casa mesmo, nunca mais ninguém a viu na rua. Um dia, pela manhã, quando eu saía para o trabalho, ouvi os comentários na portaria. O porteiro já vinha interfonando e tocando a campainha na casa de Helena há uns dois dias para entregar a correspondência e ela não atendia, apenas Molly latia lá dentro. O síndico então, preocupado, autorizou arrombar a porta. Ela estava lá, deitada em sua cama, olhos cerrados, o rosto sem cor, o corpo rígido e frio. Havia morrido antes do tempo, porque decidiu envelhecer antes do tempo também. Envelhecer, embora não pareça, é uma decisão… Pessoas envelhecem aos quarenta e outras conseguem se manter jovens aos noventa… Pense nisso! Não decida envelhecer nunca. Apesar de qualquer coisa que você tenha vivido, a vida merece uma chance, você merece várias chances de ser feliz e em qualquer idade isso pode acontecer. Não abrevie os seus sonhos por causa de decepções, não desista de nada na sua vida sem ter tentado muitas vezes, mas se ficar provado que realmente não tem que ser, parta para novas tentativas. São elas que colocam gás em nossas vidas. Em Isaías 40, o Senhor nos diz: Mas os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão… Deus quer para você uma vida de abundância! Abundância de alegria, de paz, de amor, força, coragem, fé, de saúde, de entusiasmo… Se você acha que sua vida acabou ou que não há mais motivos para sonhar, mude a sua história agora, dando passos em direção à fé. Peça a Deus a renovação de suas forças, porque Ele diz que os que confiam no senhor renovarão as suas forças. Creia nisso, faça a sua parte! Saia de dentro de casa,do seu mundinho, deixe que o entusiasmo da fé encha seu coração. Dê passos em direção a seus sonhos. Não desista nunca de sonhar, de viver plenamente e seja feliz!!
"Doçura é a maestria dos sentidos. Olhos que vêem no fundo das coisas, ouvidos que escutam o coração das coisas, lábios que falam apenas a essência das coisas. Doçura é o resultado de uma longa jornada interior ao âmago da vida e a habilidade de lá permanecer e observar. A doçura procura pelo bem nas coisas, pois no seu coração reside a convicção de que o bem existe em algum lugar em tudo, é só ter paciência para descobri-lo.
"Crianças. Infância. Amor. Cuidado. Queda. Gargalhada. Beijo adocicado. Mãos delicadas. Fofura. Simplicidade."
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Crescemos e esquecemos o que fomos, e pensamos no que vamos ser. Não nos
preocupamos como estamos. A base de toda a nossa meiguice é destruído
com o passar do tempo com meras bobagens do cotidiano. Não que sejam
exatamente bobagens. Agente cresce e os problemas radicais de nossa
mente aumentam. Passamos a nos preocupar com o que as pessoas vão achar
sobre agente; ou como lindamente ou ridiculamente estamos vestidos. Não
nos preocupamos mais com o nosso bem estar. Não deixamos as gargalhadas
fluírem com medo das criticas das pessoas que exageradamente tomam conta
de nossos modos, e nos comem com os olhos. Com isso deixamos a
antipatia de cada ser humano tomar conta dos nossos sentimentos que nos
deixam bem.
Alias, um conselho: viva bem, e esteja bem!
Mesmo os pequeninos com toda a sua fragilidade caem, se machucam, ralam
seus joelhinhos, que as vezes estão apenas aprendendo a caminhar.
Muitas vezes, as pessoas se contorcem de tanto rir pela simples queda.
Mas as crianças superam as risadas alheias, mesmo que a risada venham
daqueles que amam. Não só superam, mais riem com facilidade de sua
queda. Apenas por ser criança e aprender que com cada obstáculo que os
fazem derrapar com o bumbum no chão, ou se ralarem por inteiro. Eles
podem se levantar e cair de novo, quantas vezes for necessário. Porque
assim eles veram suas doloridas cicatrizes, que são responsáveis por sua
superação.
Um amor até a velhice.
Um dia, um velhinho foi a uma de suas consultas periódicas ao médico, só que desta vez um pouco apressado.O médico então lhe perguntou:
- Pq a pressa? e ele respondeu:
- Todos os dias neste horário vou visitar minha esposa que está num asilo. E o médico comentou:
- Que bacana! Então vcs matam as saudades, batem papo, namoram um pouquinho!! E o velhinho diz:
- Não! Ela não me reconhece mais, por causa de sua doença.
O médico surpreso então pergunta:
- Mas pq então tanta pressa para vê-la, já que não o reconhece mais?
E com um sorriso no rosto, o velhinho responde:
- Mas eu a reconheço! Eu sei quem ela é e o que representa na minha vida a tantos anos.
"Antes de você, Bella, minha vida era uma noite sem lua. Muito escura, mas havia estrelas... Pontos de luz e razão... E depois você atravessou meu céu como um meteoro. De repente tudo estava em chamas; havia brilho, havia beleza. Quando você se foi, quando o meteoro caiu no horizonte, tudo ficou negro. Nada mudou, mas meus olhos ficaram cegos pela luz. Não pude mais ver as estrelas. E não havia mais razão para nada."
Felicidade não é algo fácil de definir, talvez ninguém possa defini-la, apenas senti-la e transmitir a sensação de alegria que vem com ela, para mim ela é o que vivemos de bom, e só percebemos quando fomos feliz e não quando somos. E Deus na sua infinita bondade nos deu pessoas maravilhosas que estão sempre ao nosso redor, mas as vezes estamos ocupados ou estressados demais para enxergar as incriveis pessoas que nos amam.
Abra o coração. Estique o sorriso. Caminhe de mãos dadas. Enrole os braços em alguém. Coloque o coração pra perdoar. Diga palavras felizes ao acordar. Chore toda mágoa. Chore o mar inteiro. Balance uma criança. Quando se pensa no futuro portas devem ser abertas por dentro, ficar brilhante. Hoje não é dia de arrumar as memórias. Hoje é o dia de começar de novo. Sonhar de novo.
Não existe medo que seja maior que um sentimento. Não existe timidez que seja mais forte que uma declaração de amor. Não existe distância que deixe uma relação morrer se as duas pessoas querem ficar coladinhas. Não existe estou-dividido-entre-ela-e-você. Quem gosta pode se perder, mas sempre vai saber pra onde quer voltar.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Já se perguntou por um momento sequer Para que fomos feitos?
Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados,
Para chorar e fazer chorar,
Para enterrar os nossos mortos
- Por isso temos braços longos para os adeuses,
Mãos para colher o que foi dado,
Dedos para cavar a terra.
Assim será a nossa vida;
Uma tarde sempre a esquecer,
Uma estrela a se apagar
Um caminho entre dois túmulos
- Por isso precisamos velar,
Falar baixo,pisar leve,ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito que dizer:
Uma canção sobre um berço,
Um verso,talvez,de amor,
Uma prece por quem se vai
- Mas que essa hora não esqueça
E que por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre,
Para a participação da poesia,
Para ver a face da morte
- De repente, nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem;
da morte apenas Nascemos, imensamente.
Para lembrar e ser lembrados,
Para chorar e fazer chorar,
Para enterrar os nossos mortos
- Por isso temos braços longos para os adeuses,
Mãos para colher o que foi dado,
Dedos para cavar a terra.
Assim será a nossa vida;
Uma tarde sempre a esquecer,
Uma estrela a se apagar
Um caminho entre dois túmulos
- Por isso precisamos velar,
Falar baixo,pisar leve,ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito que dizer:
Uma canção sobre um berço,
Um verso,talvez,de amor,
Uma prece por quem se vai
- Mas que essa hora não esqueça
E que por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre,
Para a participação da poesia,
Para ver a face da morte
- De repente, nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem;
da morte apenas Nascemos, imensamente.
Vinícius de Morais
Já se perguntou por um momento sequer Para que fomos feitos?
Então eis que ele responde:
-Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar.
Para enterrar os nossos mortos.
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
[...]Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia...[..]
-Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar.
Para enterrar os nossos mortos.
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
[...]Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia...[..]

Intimidade é quando a vida da gente relaxa diante de outra vida e respira macio. Não há porque se defender de coisa alguma nem porque se esforçar para o que quer que seja. O coração pode espalhar os seus brinquedos. Cantar a música que cada instante compõe. Bordar cada encontro com as linhas do seu próprio novelo. Contar as paisagens que vê enquanto cria o caminho. Andar descalço, sem medo de ferir os pés

A fé é um exercício pra vida inteira. Muitas e muitas vezes, eu me distancio incrivelmente dela, achando que posso resolver tudo sozinha.Não é raro nessas ocasiões, na verdade é bastante comum,eu me atrapalhar toda num turbilhão de emoções que me drenam a energia e o sorriso. Mas, toda vez que consigo acessá-la, de novo, tudo se modifica e se amplia na minha paisagem interna. Na fé, eu sou capaz de me dizer, com amorosa humildade, que grande parte das vezes eu não sei o que é melhor para mim. Eu não sei, mas Deus sabe...
"Intimidade é quando a vida da gente relaxa diante de outra vida e respira macio. Não há porque se defender de coisa alguma nem porque se esforçar para o que quer que seja. O coração pode espalhar os seus brinquedos. Cantar a música que cada instante compõe. Bordar cada encontro com as linhas do seu próprio novelo. Contar as paisagens que vê enquanto cria o caminho. Andar descalço, sem medo de ferir os pés."
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